A Acção Sindical ao nível da base (local de trabalho) sempre foi, e é o nível mais determinante para o sindicato responder com eficácia aos problemas, aos anseios e expectativas dos associados/as nas áreas laborais, social e no plano profissional.

A interdependência da acção e da organização sindical, coloca o sindicato a necessidade de identificar permanentemente os anseios e expectativas dos Guardas Prisionais para a definição dos principais eixos de acção reivindicativa a desenvolver e das questões de organização a tratar, concertando ai esforços de intervenção, gerindo meios e capacidade em função do essencial, sem subestimar nem abandonar o campo de intervenção na sociedade, mas de modo convergente e complementar.

A transversalidade e abrangência dos conteúdos reivindicativos devem envolver o maior número de guardas prisionais, de modo a potenciar o envolvimento e participação indispensável para que os objectivos sejam alcançados e o sindicato se afirme e alargue com a sua influência, só assim com UNIDADE venceremos.

Torna-se também fundamental estimular e valorizar a participação dos associados na elaboração de propostas reivindicativas designadamente na aprovação prévia e obrigatória dos seus conteúdos e das formas de luta, sempre que possível com a realização de reuniões e esclarecimentos no local de trabalho, em horário que se revele ser mais adequado para assegurar a presença do maior número possível de ASSOCIADOS.

A actividade sindical diária, as acções sindicais conjuntas, a resolução dos problemas dos guardas prisionais, a satisfação dos anseios de quem trabalha, assumem novos contornos e, para um movimento sindical de massas como o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, implica informação e transparência redobrada atenção e capacidade de organizar, fazer participar e agir, a partir do local de trabalho, com eficácia e com competência.

Quando se vive numa sociedade cada vez mais mediatizada, a acção sindical sofre, por um lado, os efeitos dessa mediatização e, por outro, tem de procurar ela mesma a mediatização para conseguir atingir mais gente, mais opiniões, batendo-se, também assim, por uma legítima aspiração de ter opiniões públicas de acordo consigo.

O local de trabalho, enquanto serviço dos guardas prisionais, é o mais importante centro de informação e comunicação com os mesmos, filiados ou não no sindicato respectivo, o contacto verbal com todo o efectivo de guardas, è a forma mais eficaz de informar, esclarecer, convencer, mobilizar e unir.

È ai que os representantes são eleitos, que a sindicalização se faz, que os problemas surgem e têm de ter a primeira intervenção, que o serviço se defende em primeira mão e se luta pelo salário e condições de trabalho aceitáveis, que a participação e a mobilização geral se concretizam, que as posições sindicais se esclarecem, justificam e avalizam.

O contacto pessoal e normal com os associados è um privilégio inexcedível e uma imensa potencialidade, é um acto de comunicação e propaganda, de esclarecimento a convencimento de que muitas vezes os quadros nem têm consciência, de elevado efeito e que pode beneficiar de competências e da aplicação de técnicas disponíveis.

Há vantagens em que a organização no local de trabalho, entre os delegados sindicais, tenha um responsável pela comunicação, as comissões sindicais terão assim quem pense a estratégia de comunicação no serviço, quem garanta a cobertura de todos os locais e organize as distribuições, produza a informação própria, se ligue ao sindicato e use a informação no site do sindicato.

Afirmar o sindicato no local de trabalho, alargar a sua influência, aumentar a sindicalização, tem que ser assumida como tarefa prioritária no plano organizativo com carácter permanente e da responsabilidade de todos os órgãos, dirigentes, delegados e activistas sindicais, o que determina a necessidade de implementar uma mais sólida e eficaz intervenção e acção sindical, nomeadamente:
• Na atenção e resolução dos problemas individuais dos associados,

• Na acção e luta reivindicativa,

• Nas respostas e apoio à solução de problemas socioprofissionais,

• Na divulgação e efectivação dos direitos dos associados,

• Na divulgação da acção e valorização de resultados obtidos,

• Na regularidade e melhoria da informação e propaganda sindical,

• Na divulgação da acção sindical e na relação com os órgãos de comunicação social.