Foram diagnosticadas cinco infeções no seio das prisões luxemburguesas desde o início da pandemia da covid-19.

(Diana Alves, jornalista do Contacto e Rádio Latina)

Em entrevista à Rádio Latina, o diretor da Administração Penitenciária, Serge Legil, adiantou que os casos foram identificados na chegada dos reclusos às cadeias, mas garantiu que os infetados não tiveram qualquer contacto com a população prisional. Em causa estão quatro casos no Centro Penitenciário do Luxemburgo (CPL), em Schrassig, e um no de Givenich (CPG).

Respeitando os trâmites em vigor, os infetados foram imediatamente transferidos para o Centro Hospitalar do Luxemburgo (CHL), à exceção de um, em Schrassig, que, por ordem judicial, acabou por sair em liberdade. Neste caso, terá seguido os procedimentos que se aplicam a qualquer outra pessoa infetada.

O diretor da Administração Penitenciária explica que, para evitar a todo o custo que a pandemia se propague no seio das prisões, os novos reclusos fazem o teste de diagnóstico ao chegarem à cadeia e aguardam o resultado em quarentena, num bloco separado.

Mesmo que com um teste negativo, permanecem seis dias em quarentena. Ao sétimo dia, repetem o teste. Se este voltar a ser negativo, os reclusos passam à prisão propriamente dita, juntamente com os restantes detidos cumprem pena. Caso o resultado do exame seja positivo, os reclusos são transferidos para o CHL.


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Serge Legil frisa por isso que “o vírus nunca penetrou no interior de um estabelecimento penitenciário”, acrescentando que os presos que acusaram positivo nem chegaram a concluir a quarentena na cadeia visto que foram logo encaminhados para o hospital. O responsável clarifica que o bloco separado, onde os novos reclusos ficam em quarentena até se saber o resultado do teste, não permite aceder às infraestruturas da prisão ou contactar com os guardas prisionais ou outros reclusos. Ali, entram apenas médicos, paramédicos e guardas destacados para isso, assegurou Legil à Latina.

Fonte:https://www.wort.lu/pt/sociedade/covid-19-cinco-infec-es-detetadas-nas-pris-es-luxemburguesas-desde-o-in-cio-da-pandemia-5f68bc33de135b9236ccc4f0