Direção-Geral dos Serviços Prisionais está a pensar em colocar telefones fixos nas celas, com chamadas livres para números controlados, à semelhança do que foi feito em França

A Direção-Geral dos Serviços Prisionais contabiliza 2990 telemóveis apreendidos no último ano e meio nas 49 prisões nacionais. A informação é avançada na edição desta segunda-feira do Correio da Manhã e refere-se a dados compilados entre 1 de janeiro de 2018 a 24 de maio deste ano.

Segundo fontes da guarda prisional aquele jornal, “as principais formas de introdução destes aparelhos são os arremessos para o interior das cadeias”. Mas é também frequente o transporte dos telemóveis por reclusos ou funcionários, tal como o Observador já descreveu.

Para a DGSP, estes números mostram como os guardas prisionais têm insistido nas operações para detetar estes aparelhos, proibidos pelo Regulamento Geral de Prisões. Nas últimas semanas, os serviços prisionais alertaram mesmo os reclusos que caso sejam apanhados na posse destes aparelhos, poderão ser punidos e tal será comunicado ao Tribunal de Execução de Penas — que avalia o cumprimento da pena, as saídas precárias e as liberdades condicionais.

Depois de so guardas prisionais até já terem pedido inibidores de redes móveis nas zonas dos estabelecimentos prisionais, a Direção está a ponderar uma outra medida: a da introdução de telefones fixos em celas e camaratas das prisões nacionais, à semelhança do que fez em França “com chamadas livres, mas de números controlados”. O modelo vai ser primeiro testado em duas cadeias.

Fonte:https://observador.pt/2019/06/03/prisoes-2990-telemoveis-apreendidos-no-ultimo-ano-e-meio/