Reclusos ameaçaram fazer greve ao trabalho caso os guardas prisionais estendam a paralisação para lá do dia 6 de janeiro. Ministério da Justiça ainda não recebeu a carta dos reclusos, no entanto, já fez uma proposta aos sindicatos dos guardas, aguardando a resposta destes.

Os guardas prisionais estão em greve desde o passado dia 14 de dezembro, situação que tem tido impacto no dia a dia dos reclusos.

Temendo que a greve dos guardas prisionais se estenda para lá do dia 6 de janeiro – último dia previsto de greve -, um grupo de reclusos de várias cadeias do país enviou uma carta à ministra da Justiça, ameaçando com uma greve ao trabalho, caso a paralisação dos guardas se prolongue.

Os reclusos queixam-se de que os serviços mínimos decretados pelo tribunal não estão a ser cumpridos, estando as visitas condicionadas e as roupas da cama a não serem trocadas, por exemplo.

Os serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral na prática obrigam a que os reclusos tenham uma visita por semana e que possam receber os advogados em casos de urgências para o processo. Mas há cadeias em que nem uma coisa nem a outra está a acontecer, de acordo com a SIC Notícias que relata o caso da visita de uma advogada de uma reclusa na Guarda que foi recusada.

A carta dos reclusos foi enviada na última sexta-feira, no entanto, o gabinete da ministra diz que ainda não a recebeu. Entretanto, a APAR (Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso) partilhou na página de Facebook a missiva enviada à Francisca Van Dunem.

À SIC Notícias, o gabinete do Ministério da Justiça informou que enviou uma proposta aos sindicatos com algumas cedências, nomeadamente a equiparação do estatuto do corpo da guarda ao da PSP mas até à data ainda não obteve resposta dos sindicatos.

Fonte:https://www.noticiasaominuto.com/pais/1171637/greve-dos-guardas-prisionais-ministerio-esta-disposto-a-fazer-cedencias