Défice de 550 guardas está a levar o Governo e os Serviços Prisionais a convocar 30 candidatos excluídos da última formação.
A falta de guardas nas 49 cadeias nacionais – fontes sindicais estimam um défice de cerca de 550 operacionais – está a levar o Ministério da Justiça e a Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) a chamar agora os candidatos que, apesar de terem sido aprovados para o último curso de guardas prisionais, não tiveram nota suficiente para entrar na formação. São, segundo fonte oficial da DGSP disse ao CM, cerca de 30, tendo sido pedida autorização para um curso de formação de 291 novos guardas. Estes 30 candidatos passaram a integrar, após as provas de seleção do curso que permitiu a entrada de 386 novos guardas em abril deste ano, uma reserva de recrutamento. De acordo com a DGSP, “só após despacho governamental foi possível começar a contactar os integrantes desta reserva por ordem de classificação”. “A ideia é que, após formação, entrem no corpo da guarda prisional”, explicam os serviços prisionais. Em complemento, esta entidade diz ter pedido autorização à tutela para recrutar mais 291 guardas. Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, refere que “a estimativa de efetivo do Governo para este ano na Guarda Prisional foi de 4903 elementos”. “Nós estimamos que atualmente estejam 4350 guardas ao serviço (défice de cerca de 550). O reflexo é que quase todos guardas estão a fazer uma média de três a quatro horas extra. Consideramos positiva esta medida, mas continuamos à espera, como a direção-geral prometeu, que sejam abertos mais concursos, mas com menos vagas”, concluiu Jorge Alves.



