Manuel Ribeiro
Deputado à Assembleia de Freguesia de Caldelas

Com a sociedade de informação no seu auge, e com maior importância das redes sociais, veio à discussão pública o problema da propaganda política numa relação estreita de actualidade com a eleição de Trump e do uso de dados pessoais não autorizados para esse efeito.

Sem perder o sentido primário de informar, a propaganda política destina-se, principalmente, a influenciar, a persuadir para uma causa, utilizando-se nessa comunicação propagandística uma intencionalidade encoberta ou não de colar uma mensagem positiva de adesão ao propagante. A propaganda exacerba o lado positivo e omite, deliberadamente, o lado menos bom da política, da doutrina, da realização.

Nenhum governo é tão hábil na utilização da propaganda como os governos liderados pelo PS. Desde Sócrates que o PS se converteu numa máquina de propaganda política sem igual; propaganda essa que se estende aos meios de comunicação social que têm pudor em titular autênticos dramas que, com outro partido a governar, bastariam para sucessivas primeiras páginas.

A forma habilidosa como o governo negoceia com os médicos, os enfermeiros, os professores, as forças de segurança, os guardas prisionais, as universidades, a investigação científica, os actores e produtores de teatro, os oficiais de justiça, funcionários dos registos, os magistrados, assumindo e ao mesmo tempo adiando compromissos, insinuando dar o que não pode e que não quer conceder, dá o retrato vivo da habilidade do governo PS em usar a propaganda para passar uma imagem que não é real.

O PS do município, por via do exercício do poder com extensão às Taipas, é uma máquina apurada de produção de propaganda com cunho político/partidário que querem incutir nas populações.

O Parque de Lazer das Taipas: passado cerca de um ano desde o início da intervenção, ainda não se encontra disponível para uso. É tempo de mais para o alcance da intervenção e é demasiado tempo para privar os Taipenses do Parque de Lazer.

O mesmo se passa na intervenção na Rua do “Alvite”. As intervenções nas ruas têm de ser breves. Seis meses é tempo excessivo para se requalificar a rua. Já não se usa pelo constrangimento que causa às populações.

Atrasar a conclusão das obras é propaganda deliberada e serve para passar a ideia de que as obras começam no início do mandato e mantêm-se durante todo o seu exercício: basta aguentá-las para não saírem do “olho” do povo.

Fonte:https://reflexodigital.com/maquina-da-propaganda/

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