Presos abrem guerra a defender educadora

Alvo é o diretor da cadeia, José Ribeiro Pereira.

Por Magali Pinto

O diretor da prisão de Évora, por onde passam magistrados, polícias e onde esteve o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, continua debaixo de fogo. Além de ser o alvo das queixas do procurador Orlando Figueira, preso por corrupção, que acusa o responsável da cadeia por lhe ter sido alterada a medicação na sequência de um aneurisma que sofreu, José Ribeiro Pereira enfrenta também uma petição de reclusos contra a saída da prisão da técnica de educação Margarida Estevinho. A petição, assinada por 44 dos 47 reclusos de Évora, visa o não afastamento da educadora – decisão do diretor, que os presos consideram incompreensível –, que no último ano revolucionou “de forma positiva” a vida dentro da cadeia, asseguram fontes prisionais ao CM. A técnica promove torneios de sueca, de dominó, de vólei e de futebol na cadeia – neste caso arranjando até alunos universitários de Évora que vão à prisão jogar com os reclusos. Próxima dos problemas dos presos, que ao saírem da cadeia enfrentam invariavelmente processos de expulsão das forças de segurança que representavam – logo, o desemprego –, Margarida Estevinho tem também procurado ajudá-los no sentido de encontrarem novos empregos. A petição dos reclusos, dinamizada pelo inspetor da PJ João de Sousa, delegado da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, seguiu para o Presidente da República, ministra da Justiça, diretor-geral dos Serviços Prisionais e provedor de Justiça. Em resposta, foi precisamente confirmado pelos Serviços Prisionais o afastamento da técnica, sem explicar os motivos.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/20160525_0825_presos_abrem_guerra_a_defender_educadora.html

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